O efeito do exercício para pessoas com doenças crônicas

Este estudo teve como objetivo resumir o que há de evidência na literatura para o uso de exercício no tratamento de oito condições crônicas comuns, conhecidas por causar uma grande incidência de incapacidade. As recomendações de como aplicar o exercício para pacientes com estas condições foram baseadas em revisões sistemáticas e estudos controlados aleatorizados publicados entre 2000 e 2015. As principais recomendações de exercício para cada uma das oito condições estão listadas abaixo:

OSTEOARTRITE DO QUADRIL E DO JOELHO

Existe evidência de que exercício melhora dor e função de pessoas com osteoartrite do quadril e do joelho. Estratégias efetivas de exercícios incluem fortalecimento muscular, exercícios aeróbico e exercícios para melhora do arco de movimento. Os exercícios feitos em casa são preferíveis se possível.

DOR LOMBAR CRÔNICA DE ORIGEM NÃO ESPECÍFICA

Existe evidência de que exercício reduz dor em pessoas com dor lombar crônica, mas o tipo de exercício parece ser menos importante que a qualidade com que ele é aplicado (supervisão, exercícios em casa e duração do exercício). Um tratamento típico envolve 20 horas de exercício supervisionado e individualizado durante 8-12 semanas, além de um programa de exercício em casa. As sessões devem incluir componentes educacionais, princípios psicológicos e progresso em atividades funcionais.

PREVENÇÃO DE QUEDAS

Programas de exercício físico podem prevenir quedas em idosos se forem bem planejados e aplicados como intervenções específicas ou como parte de um programa multifacetário. O principal foco dos exercícios neste caso deve ser a melhora do equilíbrio.

DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC)

Existe evidência de que treinamento de resistência e fortalecimento aumentam a capacidade de realizar exercícios físicos e melhora a qualidade de vida de pessoas com DPOC. Esses tipos de treinamento são recomendados quando os pacientes estão em condições estáveis da doença e/ou após admissão hospitalar causada por uma exacerbação aguda. Administrar os sintomas da doença durante a prática de exercícios, particularmente a falta de ar, é um componente muito importante da reabilitação pulmonar.

DIABETES TIPO 2

Existe evidência de que exercício (particularmente os exercícios aeróbicos e os treinos progressivos de resistência) melhoram o controle glicêmico em pessoas com Diabetes do tipo 2. O tipo de exercício deve ser escolhido de acordo com as preferencias do paciente e suas comorbidades relacionadas à doença. A duração recomendada para os exercícios é de mais de 150 minutos por semana.

SÍNDROME DA FADIGA CRÔNICA

Existe evidência de que a prática de exercício físico reduz fadiga em pessoas com síndrome da fadiga crônica. O tipo de exercício, a duração e a intensidade mais efetivos ainda permanece incerto.

DOENÇA CARDÍACA CORONÁRIA E INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

Existe evidência de que a reabilitação cardíaca com exercícios reduz todas as causas de mortalidade, incluindo causas de mortalidade cardiovasculares e número de admissões em hospitais para pessoas com doença cardíaca coronária; além disso, melhora a qualidade de vida e reduz o número de admissões em hospitais para pessoas com insuficiência cardíaca. A intensidade do exercício deve sempre ser considerada de acordo com a tolerância individual de cada pessoa, além de ser progredida gradualmente. O exercício deve ser supervisionado no começo do programa.

Hoffmann TC, Maher CG, Briffa T, Sherrington C, Bennell K, Alison J, Singh MF, Glasziou PP. Prescribing exercise interventions for patients with chronic conditions. CMAJ 2016 Mar 14:Epub ahead of print

Leia o artigo completo [http://dx.doi.org/10.1503/cmaj.150684] e online appendices [http://www.cmaj.ca/conte…/…/2016/03/14/cmaj.150684/suppl/DC1]

 

Fonte:  Facebook: PEDrinho – Physiotherapy Evidence Database

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