Fisioterapia no tratamento da enxaqueca, isto funciona?

Em estudo realizado por pesquisadores da USP de Ribeirão Preto e recentemente publicado no Archives of Physical Medicine and Rehabilitation, teve como objetivo avaliar o efeito adicional da fisioterapia no tratamento de pacientes com enxaqueca. Este estudo trata-se de um estudo clínico realizado no hospital universitário local. Participaram do estudo 50 pessoas do gênero feminino (idade entre 18 – 55 anos) com diagnóstico de enxaquec

MÉTODO

As participantes foram randomizados em 2 grupos: Grupo controle (n = 25) e grupo de fisioterapia mais medicação (n = 25). Ambos os grupos receberam medicação para o tratamento da enxaqueca. Além disso, pacientes do grupo fisioterapia + medicação realizaram 8 sessões de fisioterapia ao longo de 4 semanas, composta principalmente deterapia manual e manobras de alongamento com duração de 50 minutos.

Os principais desfechos avaliados foram frequência de dor de cabeça, intensidade, e auto-percepção da mudança global e os resultados sobre o limiar de dor de pressão e amplitude de movimento cervical. Os dados foram registrados no início, pós tratamento e 1 meses após o término do tratamento.

RESULTADOS:

Dos 50 participantes, 23 pacientes experimentaram efeitos colaterais da medicação. Ambos os grupos relataram redução de dores de cabeça; no entanto, não foram observadas diferenças entre os grupos (pacientes de fisioterapia + medicação apresentou melhora de 18% pós-tratamento e 12% após 1 mês de tratamento quando comparado com pacientes de controle (P> 0,05). Importante destacar que a redução observada no grupo fisioterapia + medicação foi clinicamente relevante no pós-tratamento, enquanto a relevância clínica para pacientes do grupo controle foi demonstrada apenas após 1 mês de tratamento.

Para intensidade da dor, os pacientes no grupo fisioterapia + medicação apresentaram significância estatística e relevância clínica com o pós-tratamento (P <0,05). Além disso, este grupo apresentou melhora na na percepção do efeito global quando comparados aos pacientes no grupo controle (P <,05). O limiar de dor a pressão muscular cervical aumentou significativamente nos pacientes no grupo fisioterapia + medicação, além de apresentar redução na dosagem da medicação, quando comparado ao grupo controle. Não foram observadas diferenças entre os grupos quanto amplitude de movimento cervical.

Comente!