O que é escoliose?

A coluna vertebral possui 2 tipos de curvaturas fisiológicas (normais) vista no plano sagital (vista lateral), a lordose e a cifose. A lordose é presente na coluna cervical e na coluna lombar e a cifose é presente na coluna torácica. Todavia, uma curvatura no plano frontal (vista anterior) é considerada atípica, sendo denominada como escoliose, geralmente tridimensional.

Em uma radiografia, a curvatura escoliótica pode apresentar-se em “C” ou em “S”. Estas curvas podem gerar alterações posturais como, ombros e/ou quadris desiguais. Alguns destes ossos podem também ser ligeiramente rodado.

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A escoliose é um termo descritivo e não um diagnóstico. Em mais de 80% dos casos, uma causa específica não é conhecida. Esses casos são chamados de ” idiopática “, que significa “de causa indeterminada”. Isto é particularmente comum em meninas adolescentes. Escoliose idiopática é normalmente chamado de ” infantil ” em crianças de 0-3 anos de idade, ” juvenil ” nas crianças 4-10 anos de idade, ” adolescente ” em adolescentes 11-18 anos de idade, e ” adulto ” em pacientes com mais de 18 anos de idade. Condições conhecidas por causar deformidade da coluna vertebral são anomalias congênitas da coluna vertebral coluna (presente no nascimento – chamada escoliose congênita), distúrbios neurológicos (escoliose neuromuscular ), condições genéticas, e muitas outras causas.

A escoliose idiopática é uma deformidade tridimensional da coluna caracterizada pela inclinação lateral e rotação axial das vértebras, com angulações maiores que 10 graus (Método de Cobb), e pela redução das curvaturas da coluna no plano sagital.

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Os principais fatores da fisiopatologia da escoliose idiopática são: déficit do controle da postura corporal pelo sistema nervoso central, alteração do esquema corporal, interações anômalas entre hormônios envolvidos no processo do crescimento (melatonina), determinados defeitos genéticos da membrana celular associados às anormalidades do colágeno e dos músculos esqueléticos e distúrbios biomecânicos da coluna como estímulos e sobrecargas assimétricas.

Classificação de Risser

A classificação ou sinal de Risser é definido pela quantidade de ossificação da apófise ilíaca, que evolui progressivamente de anterolateral para posteromedial. O Risser 0 infica ausência de ossificação; o Risser I siginifica cerca de 25 % de ossificação; Risser II cerca de 75%; Risser III 75% e o Risser IV 100%. No Risser V já existe fusão completa da apófise. A evolução de Risser I até V geralmente ocorre em 2 anos.

Vários estudos demonstram que em casos de escoliose, os pacientes com graus mais imaturos da classificação de Risser tem uma tendência maior para a evolução da curva, e quanto maior a escoliose maior esta chance.

Os 2 métodos mais frequentemente usados para avaliação da rotação das vértebras são o método de Nash e Moe e o de Perdriolle e Vidal. O método de Nash e Moe consiste na determinação de acordo com a posição dos pedículos na radiografia de frente. O grau 0 é considerado sem rotação e os pedículos são vistos simetricamente. No grau 1 um dos pedículos está desaparecendo. No grau 2 um pedículo desapareceu e o outro já se encontra deslocado, porém ainda não na linha média. No grau 3 o pedículo é visto na linha média do corpo vertebral. No grau 4 o pedículo do lado convexo já atravessou a linha média e encontra-se do lado côncavo da vértebra.

O método de Perdriolle e Vidal consiste em um gabarito de mensuração da rotação vertebral. Muita atenção tem sido dada, nos últimos anos, ao chamado equilíbrio sagital. Este pode ser segmentar (formado por 2 vértebras e o disco interbertebral), regional (cervical, torácico, lombar ou transição tóraco-lombar) ou global (toda a coluna). Para determinação do equilíbrio global pode ser usada uma linha que passa na porção anterior de C7 devendo passar anterior à coluna torácica, posterior à coluna lombar e tangenciar o canto póstero-superior de S1. Esse equilíbrio é considerado positivo se a linha passar anterior à S1 e negativo se passar posterior. A lordose lombar é de 20-30 maior que a cifose torácica para manter o equilíbrio normal. A cifose torácica tem início em T1 e ápice em T6 ou T7; como T1 não é bem visualizada outras vértebras podem ser utilizadas para esta mensuração (por exemplo, de T5 a T12). O ápice da lordose lombar se dá em L3 ou L4 ou no espaço discal entre essas vértebras. Os segmentos L4-L5 e L5-S1 são responsáveis por 60% da lordose. A junção tóraco-lombar é relativamente reta.

 

 

Muita atenção tem sido dada, nos últimos anos, ao chamado equilíbrio sagital. Este pode ser segmentar (formado por 2 vértebras e o disco interbertebral), regional (cervical, torácico, lombar ou transição tóraco-lombar) ou global (toda a coluna). Para determinação do equilíbrio global pode ser usada uma linha que passa na porção anterior de C7 devendo passar anterior à coluna torácica, posterior à coluna lombar e tangenciar o canto póstero-superior de S1. Esse equilíbrio é considerado positivo se a linha passar anterior à S1 e negativo se passar posterior. A lordose lombar é de 20-30o maior que a cifose torácica para manter o equilíbrio normal e isso deve ser levado em conta na programação cirúrgica para que não haja uma descompensação global. A cifose torácica tem início em T1 e ápice em T6 ou T7; como T1 não é bem visualizada outras vértebras podem ser utilizadas para esta mensuração (por exemplo, de T5 a T12). O ápice da lordose lombar se dá em L3 ou L4 ou no espaço discal entre essas vértebras. Os segmentos L4-L5 e L5-S1 são responsáveis por 60% da lordose. A junção tóraco-lombar é relativamente reta.