Como ajudar os pacientes com dores nas costas no ambiente do pilates: Uma visão científica

Nestes últimos anos, a tecnologia aumentou a cada dia na área da saúde, hoje temos esteiras dentro da piscina para diminuir o imacto, eletroestimulação via wireless, cirurgias minimamente invasivas realizadas com auxilio da robótica, e por ai vai… Também, a partir dos anos 80, tem-se aumentado consideravelmente, o número de pesquisas científicas, sendo assim, temos um maior entendimento das patologias.

 

Resumindo, se hoje temos mais tecnologia e mais conhecimento científico, temos menos pessoas com dores, certo?

Errado!!!!!

Em estudo recente, publicado pelo IHME – Instite for Health Metrics and Evaluation, sendo ele o maior estudo do mundo, demonstrou que a dor nas costas passou da sétima doença mais incapacitante do mundo nos anos 90, para a doença mais incapacitante em 2013. No Brasil, isso também acontece, segundo os dados do IBGE (2013), que coletou dados de 146,3 milhões de pessoas, demonstrou que cerca de 18,3% das pessoas, relata as dores nas costas como doença crônica.

E por que isso acontece?

Algumas teorias são abordadas para explicar esta epidemia, chamada dor nas costas.

A primeira delas é que as nossas crianças são mais sedentárias. Outra teoria, seria o estilo de vida das pessoas, somente 22,5% da população brasileira não faz o mínimo de atividade física recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) (IBGE, 2013). A última teoria, seria a inversão da pirâmide da idade, com o aumento da expectativa de vida mais problemas na velhice aparecem.

Mas o que tudo isso tem haver com as aulas de pilates?

Diariamente, a população é exposta a toneladas de informações incorretas e irracionais sobre dores nas costas, gerando crenças irracionais e que induzem medo e incapacidade nos indivíduos com dor.

Como é a comunicação com seu paciente/aluno no ambiente do pilates?

Será que os profissionais da saúde, são responsáveis por deixar as dores crônicas nos pacientes?

Você já ouviu ou já falou algumas destas frases?

  • Você tem uma coluna de 80 anos!
  • Esta hérnia está apertando sua medula!
  • Sua vértebra está fora do lugar!
  • Você tem que contrair o abdome para abaixar ou para carregar peso!
  • Você tem dor, por que a sua coluna é torta!
  • Você tem dor por que você tem o joelho e/ou tornozelo torto!

Todas estas informações na maioria das vezes não são verdadeiras, e ainda pode piorar o quadro do seu paciente.

Existe um fenômeno muito estudado atualmente chamado, NOCEBO!

Nocebo é o inverso de “placebo”, aquilo que ajuda o paciente mesmo sem efeito real, o Nocebo pode ajudar o paciente a piorar!!! Sim, podemos ajudar o paciente a piorar!!!

Dependendo da informação dada para o paciente, faz com que ele tenha medo, cinesiofobia, que é medo de se movimentar, e com menos exercícios ele entra em um ciclo vicioso, gerando ansiedade, depressão, insônia …

O que eu devo fazer para ajudar o meu paciente com dor nas costas no ambiente do pilates?

De acordo com as Diretrizes da NICE – National Institute of Health and Care Excellence, você deve:

  • Encorajar o paciente a continuar as atividades normais.
  • Promover e facilitar o retorno ao trabalho.
  • Considere o programa de exercícios com base na preferência do paciente.
  • Utilizar terapia manual somente associada aos exercícios.
  • Estratégias cognitivos comportamental deve ser incluso ao tratamento.

No nosso trabalho, por exemplo, temos como princípio oferecer o melhor tratamento de acordo com as necessidades físicas de cada paciente. Somos completamente preocupados em realizar o melhor tratamento baseado nas evidências científicas mais atuais para cada pessoa.

Portanto, se você sofre de dores e acha que precisa de fisioterapia, não tome decisões precipitadas. Converse com um profissional para entender a fundo as suas necessidades e os tipos de benefícios direcionados a cada uma delas. Estamos prontos para lhe atender e esclarecer suas dúvidas, para maiores informações clique aqui

 

 

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